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Não pedi pra me apaixonar por você, não pedi. Mas no fundo sei que se eu pudesse escolher, ainda escolheria você.
— ama-rga (via cartas-rasgadas)
Eu sou assim.
Uma hora sorria,
noutra sofria.
A Escritora de Bar (via fraquejou)
Não preciso de alguém que me escute, preciso de alguém que me entenda. De vez em quando cansamos de ser ouvido, precisamos ser boca também.
Jadson Lemos.  (via fraquejou)
Quando alguém fala mal do meu ídolo

assassina-em-serie:

me:

Foi quando eu percebi que não precisava de ninguém pra ser feliz. Fui tomar um banho daqueles pra lavar a alma como era de costume sempre que me sentia daquele jeito. Em meio ao meu pequeno caos, olhei em volta, mas não vi paredes, vi um mundo vasto e extenso em que eu ainda não havia reparado nem tampouco caminhado, vi uma imensidão de sonhos dos quais eu já havia desistido. Só então me dei conta de quanto tempo eu já havia perdido me limitando a reclamar e a esperar por algo que nunca viria se eu não me movesse. Começou a tocar uma música daquelas que você sempre pensa em suicídio, mas dessa vez foi diferente, passei a curtir a canção ao invés de senti-la e viajei pra longe, longe de mim e de toda aquela confusão que se passava ali dentro. Nesse instante minha mente viajou pra tão longe que nem ao menos percebi. Lembrei daquele moço destemido que havia conhecido já havia algum tempo, o mesmo no qual eu já havia conversado duas ou três vezes. Lembrei que via nele tudo que eu nunca fui, lembrei que cada coisa que ele falava era o contrário do que eu falaria e percebi o porquê daquilo me fascinar tanto. Ele era tão seguro de si, não ligava pras dores, ele me passava uma segurança que vinha diretamente dele, sem ao menos se esforçar pra isso. Eu não sei explicar o porquê daquilo, mas seu sorriso me passava muito mais que esperança, me passava uma calmaria na qual eu jamais senti. Aquele moço era feliz, e isso não era perceptível apenas por causa do seu sorriso, isso se via em sua alma. Aquele efeito pousou sobre mim naquele momento e eu não lembrava mais onde estava, abri os olhos e não enxerguei mais lágrimas, em minha frente um espelho gigantesco me definia, mais que isso, me descrevia, me revelava não aquilo que sempre vi sobre mim e sim quem eu realmente era, quem eu poderia ser se quisesse. Imediatamente me senti diferente, eu finalmente descobri que não precisava de ninguém pra ser feliz. Como aquele moço que não dependia de motivos, apenas era o que era, sem se importar em ser. Definitivamente, a felicidade não depende dos outros, não há como ser feliz com alguém sem antes estar feliz com si próprio. Caiu a ficha. Como eu demorei tanto tempo pra admitir isso? Eu não preciso de ninguém, eu não preciso de motivos, eu apenas necessito de mim. Não adianta ficar inventando pretextos. Quem precisa deles? Estar vivo basta pra ser feliz. O êxtase que se instalou em mim naquele momento inefável me deu certezas, certezas de que dali pra frente tudo seria diferente. Eu nunca imaginei que minha vida poderia mudar tão repentinamente. Finalmente consegui o que desejei minha vida toda, me esvaziei de mim, do drama, da dor, do passado, da decepção, da incerteza. Obrigado moço, obrigado por acreditar que sou alguém. Obrigado, Meu Capitão!
Meu eu incerto.     (via fraquejou)
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